Duchamp oxigenou as artes plásticas ao dar outro tratamento às obras, numa desobediência declarada às tradições vigentes, e ao criar os ready-mades, isto é, nova linguagem que deu aos objetos de produção em massa caráter de obras de arte. Nesse último, ele lançou mão de produtos vazios (por exemplo, um mictório em "Fonte"). Além disso, um de seus trabalhos – "L.H.O.O.Q.", no qual o clássico "Mona Lisa" ganha bigode e cavanhaque por meio de intervenção do vanguardista - remodelou o conceito de autoria e apropriação.
Em vida, o francês criou um alter-ego feminino, batizado Rrose Sélavy, quando ele próprio se travestia da personagem, inclusive, assinando algumas obras sob o pseudônimo. Também desenvolveu uma paixão nítida pelo xadrez e pela sétima arte, além de ter realizado parcerias com o precursor da pop art, Richard Hamilton, com o músico John Cage e com o fotógrafo Man Ray, que o clicou inúmeras vezes, bem como muitas de suas produções.
A mostra "Marcel Duchamp: Uma Obra Que Não É Uma Obra de Arte" conta com acervo de colecionadores e dos museus Philadelphia Museum Of Art, Moderna Musseet e Duchamp Sucession e se estende até 21 de setembro. Confira abaixo um dos vídeos disponíveis na exposição, pelo qual pode-se ver Marcel Duchamp e Man Ray em uma partida de xadrez.






1 Fala aí!:
Oi, Sebah, te enviei um e-mail no Hotmail, mas voltou. Daí enviei para o Gmail. Dá uma olhada lá! 1 beijo, Oº
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